O prefeito de Brasnorte, Edelo Ferrari (UB), a vice Roseli Borges de Araújo Gonçalves (PSB) e o vereador Gilmar Celso Gonçalves (UB) participarão, no dia 23 de abril, da audiência de instrução e julgamento, com o juiz Romeu da Cunha Gomes, sobre uma suposta compra de votos do povo Enawenê-Nawê durante as eleições municipais de 2024. Além do trio, outras quatro pessoas foram representadas na ação que tramita na Justiça Eleitoral.
Segundo denúncia do Ministério Público Eleitoral (MPE), os envolvidos forneceram transportes para os indígenas irem votar no município, que fica a 587 quilômetros de Cuiabá, ofereceram dinheiro, combustível e até mesmo frangos congelados. Na véspera da eleição, dois ônibus foram enviados às aldeias para transportar os indígenas até as seções eleitorais, mas foram interceptados pelo Exército Brasileiro. Apesar disso, eles vieram com seus próprios carros para votarem.
Outro ponto que chamou a atenção da Justiça foi a intensa transferência dos títulos de eleitores dos Enawenê-Nawê, cujo território abrange Juína, Comodoro, Sapezal e Brasnorte, para o município do prefeito eleito. Foram 107 transferências, das quais 96 resultaram em votos, com uma taxa de abstenção de apenas 10%.
A condenação dos três pode levar a perda dos mandatos.
OUTRA DENÚNCIA
Além dessa acusação, Ferrari também teria realizado reuniões políticas regadas a bebidas e churrasco, chamando “seus apoiadores, correligionários e para a população ir prestigiar sua reunião”. A ação, que surgiu após a coligação composta pelos partidos Republicanos, PP, PMB e PL, foi instruída com documentos e vídeos que, segundo os autores, comprovariam a conduta ilegal.
Na decisão do dia 31 de março, o juiz indeferiu o pedido de Edelo Ferrari, Roseli de Araújo e Wellington Pereira para produzirem novas provas a seu favor, que alegaram que as acusações eram suposições sem provas concretas. No entanto, o juiz considerou que as provas existentes já atendiam o processo.
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