O Grupo Safras, um dos maiores conglomerados do agronegócio de Mato Grosso, entrou com pedido de recuperação judicial, envolvendo 33 empresas e produtores rurais. O valor total das dívidas consolidadas atinge R$ 2.201.115.360,40, conforme declarado na petição inicial protocolada junto à 4ª Vara Cível de Sinop.
O grupo, que atua em áreas como armazenagem de grãos, agroindústria, esmagamento de soja e biocombustíveis, alega que a queda acentuada no preço da soja entre 2023 e 2024 foi um dos principais fatores da crise. A desvalorização da commodity reduziu a rentabilidade da safra e inviabilizou o pagamento de compromissos financeiros.
O aumento dos custos de produção, impulsionado pela instabilidade global e pela guerra na Ucrânia, também contribuiu para a situação. A tentativa de reintegração de posse da planta industrial da Safras Agroindústria em Cuiabá, considerada essencial para o grupo, é outro ponto crítico.
A unidade, que opera com mais de 100 caminhões diariamente, recebeu uma ordem judicial de desocupação em março, o que causou interrupções e prejuízos logísticos.
Embora a decisão tenha sido suspensa, o grupo alega que o episódio expôs a urgência de proteção judicial. A planta recebeu mais de R$ 117 milhões em investimentos, segundo os documentos anexados ao processo.
“O bem de extrema relevância, sobre o qual os requerentes concentraram anos de esforços e investimentos, se vê, em questão de dias, exposto ao elevado risco (hoje provisoriamente suspenso) de ser totalmente fulminado”, afirma a petição.
Segundo a defesa, o objetivo é garantir a continuidade do grupo, que enfrenta uma crise sistêmica provocada por fatores econômicos e operacionais. Mesmo não tendo apresentado a lista de credores, o grupo afirma que pretende manter suas operações em pleno funcionamento, evitar demissões e preservar a função social da atividade econômica.
A empresa propõe apresentar planos de recuperação distintos para cada núcleo de empresas, respeitando suas realidades financeiras.
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