Em Mato Grosso, as influenciadoras digitais Emilly Souza e Mariany Dias foram alvo da Operação Quéfren, deflagrada pela Polícia Civil, nesta quarta-feira (2). As duas são suspeitas de divulgar, fomentar e estimular a prática de jogos ilegais no Brasil, como o Fortune Tiger, conhecido popularmente como ‘Jogo do Tigrinho’.
Mariany foi presa em Várzea Grande, mas Emilly está foragida. Pesa sobre elas, também, quatro mandados de busca e apreensão.
A ação policial acontece simultaneamente nos Estados do Ceará, Mato Grosso, São Paulo e Pará. Ao todo foram expedidos pelo juízo do 1º Núcleo de Custódia/Garantias da Comarca de Juazeiro do Norte (CE), 13 mandados de prisão, 17 de busca e apreensão, 23 de busca veicular, 15 de bloqueio de bens e valores, entre outras medidas cautelares.
Os alvos das ordens judiciais são das cidades de Juazeiro do Norte, Fortaleza, Itaitinga e Eusébio (CE), São Paulo, Embú das Artes e Santana de Parnaíba (SP), Cuiabá e Várzea Grande (MT) e Marabá (PA).
A INVESTIGAÇÃO
As investigações começaram em abril do ano passado pela Polícia Civil do Ceará. Foi apurado que agentes de plataformas eram responsáveis pela contratação de influenciadores digitais para divulgação de cassinos online, através de suas redes sociais para promover sites de apostas não autorizadas e ilegais no país.
As diligências apontam indícios de lavagem de dinheiro, estelionato praticado por parte dos investigados, além da existência de uma organização criminosa articulada de caráter transnacional.
Com milhares de seguidores, os influenciadores digitais gravavam vídeos e imagens com ganhos fictícios em plataformas de cassino online e postavam em suas redes sociais para captar maior número de apostadores.
Os envolvidos também utilizavam conta “demo/teste” para iludir os seguidores, bem como integram uma rede que negociavam diretamente com chefes das plataformas que tem como proprietários pessoas que residem no exterior, a sua maioria na China, fazendo a indicação de outros influenciadores digitais para a divulgação do “Jogo do Tigrinho”.
Os influenciadores digitais eram remunerados de diversas maneiras, desde o pagamento pela simples colaboração (postagem da plataforma), como pela quantidade de novos usuários nas plataformas (cadastro), ou receberiam comissionamento pelo montante de apostas (valores depositados pelas vítimas), movimentando milhões de reais nos últimos anos.
Além do pagamento de valores, os chefes das plataformas também pagavam viagens para o exterior para os agentes e influenciadores digitais, cujas viagens eram ostentadas em suas redes sociais como sinônimo de prosperidade com o jogo.
Já os agentes de plataformas eram os responsáveis pela contratação dos influenciadores digitais, além de realizarem festas de lançamento de plataformas.
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