O vereador de Cuiabá, Jeferson Siqueira (PSD), alegou que não conhecia os antecedentes criminais de Gilmar Machado da Costa, conhecido como “Gilmarzinho”, morto em confronto com a Força Tática durante a operação Acqua Ilícita. Gilmar foi condenado por tráfico de drogas e era um dos investigados em um inquérito sobre uma quadrilha acusada de controlar a venda de água mineral em Cuiabá, Várzea Grande, Nobres e Sinop. Jeferson concedeu a ele, em 2024, uma moção de aplauso pelos serviços prestados como líder do bairro Nova Conquista.
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O vereador explicou que seu gabinete entregou mais de 400 moções a moradores dos bairros Primeiro de Março, Santa Fé, João Bosco Pinheiro, Aroeira e Nova Conquista. Segundo ele, assessores do seu gabinete foram à região e conversaram com a comunidade, que indicou personalidades que mereciam a honraria.
"Uma coisa não tem nada a ver com a outra. O fato de ele ter recebido uma moção de aplauso é como líder comunitário. Antes de entregar uma moção, a assessoria vai a campo, conversa com os moradores, com as associações de moradores de bairro e vai listando vários nomes de pessoas que fazem ou faziam algum serviço ou benfeitoria à comunidade", justificou o vereador.
O requerimento da moção foi protocolado em 20 de fevereiro de 2024 e aprovado nove meses depois, em novembro. No documento, o vereador afirma que Gilmar é "merecedor do reconhecimento" e ressalta que o suspeito não mediu "esforços para auxiliar, amparar e prestar inúmeros serviços" ao bairro Nova Conquista.
Porém, em entrevista à imprensa, Jeferson Siqueira mudou o discurso, admitindo que não conhecia a ficha criminal de “Gilmarzinho". O vereador ainda pontuou que a Câmara não tem regras para restringir a concessão do documento a pessoas que têm passagens pela polícia.
"Não tive acesso a quem eram todos os 400 (contemplados com a moção de aplauso), mas, enquanto vereador e ouvindo a comunidade, fiz a moção. Entendo que nós não temos a prerrogativa de julgar os antecedentes criminais, pois não temos até hoje uma ferramenta que nos forneça essas informações ou que condicione a moção a fatos que existiram ou não em uma vida pregressa. Não temos essa condição aqui na Casa", afirmou o vereador.
Jeferson ressaltou que, quando concorreu à presidência, propôs que a Câmara modificasse a forma de filtrar os dados dos indicados para as moções. À época, a candidatura do vereador foi desestimulada pelo prefeito Abílio Brunini (PL). Nos bastidores, começou a ser ventilada a suposta associação de Jeferson ao Comando Vermelho.
"Quando eu era pré-candidato à presidência da Casa, até falei de criar um projeto para a gente ter isso", lembrou.
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A briga entre Jeferson e Abílio foi parar no Supremo Tribunal Federal (STF). O vereador ingressou com um processo contra Abílio, provocando-o a provar sua associação com a facção.
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Luiz Barbosa 21/03/2025
Deixa de conversa fiada vereador, você era carne e unha com o finado, sua assessoria também, o filho do finado é, ou era seu assessor na câmara.
1 comentários