O governador Mauro Mendes (UB) defendeu o confisco de terras e mudanças na legislação para incluir regras mais rígidas para quem comete crimes ambientais. Para o governador as pessoas continuam infringindo a lei, pois acreditam na impunidade. Para mudar esse padrão de comportamento, ele defende a criação de penas mais “inteligentes e adequadas”.
As declarações à imprensa ocorreram durante lançamento do plano de ação para combate ao desmatamento ilegal e incêndios florestais de 2025, nesta quinta-feira (27).
O governador falou sobre o assunto ao responder acerca da petição do Governo ao Supremo Tribunal Federal (STF), na semana passada, pedindo que considere o desmatamento ilegal de vegetação nativa, como uma atividade que justifique a expropriação de terras, sem indenização, nos mesmos moldes do que já é previsto para cultivo de drogas e trabalho escravo.
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“Eu tenho dito e vou continuar repetindo, não é justo que todos nós sejamos penalizados porque algo em torno de 2% (dos proprietários de terras) insistem em praticar os crimes. Beira a hipocrisia nós não termos coragem de fazer algum tipo de mudança”, afirmou o governador.
Para o governador, os crimes se repetem, ano após ano, pois as pessoas acreditam na impunidade, “porque muitos já praticaram e se beneficiaram (da impunidade)”. Por isso, ele defende que mudanças precisam acontecer.
"Todos nós estamos pagando o preço desses crimes. Já pensou se não tivesse ninguém cometendo crime de desmatamento ilegal de incêndios ilegais em Mato Grosso, você acha que precisaríamos estar jogando R$ 15 milhões nesse programa? Ia pegar esse dinheiro e colocar em saúde, escola, estradas, fazer tantas coisas para todos nós.Quando tem 2% que pratica crime e tem gente que tá defendendo isso, o direito de continuar praticando crime e não acontecer nada? Aí é difícil”, concluiu.
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