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Política Segunda-feira, 24 de Março de 2025, 16:36 - A | A

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Segunda-feira, 24 de Março de 2025, 16h:36 - A | A

"SENSAÇÃO DE IMPUNIDADE"

Mauro aponta aumento de homicídios executados por "pessoas comuns"; veja vídeo

Governador disse que escalada de casos foi observada em balanço do "Tolerância Zero"; para Mendes, as ocorrência só irão diminuir com o endurecimento das punições

CAMILA RIBEIRO
Da Redação

O governador Mauro Mendes (UB) apontou que o aumento de casos de homicídios em Mato Grosso foram cometidos por réus primários. Mauro atribuiu o envolvimento de civis com o crime à sensação de impunidade. De acordo com o governador, esse fenômeno também se dá em outras regiões do país e apontou o endurecimento das penas como uma das soluções possíveis. 

"Vamos corrigir isso. Quando acabarmos com essa sensação de impunidade e as pessoas, sejam criminosos ou pessoas de bem, comuns, de vez em quando, pessoas que nunca levaram uma multa de trânsito vão lá e cometem um crime bárbaro. A violência é algo que está permeando nas entranhas da nossa sociedade", falou o governador nesta segunda-feira (24). 

"Só mudamos isso com punições severas, rápidas, duras para reestabelecer o que deveria existir que é saber que qualquer tipo de crime não vai compensar", emendou Mendes.  

LEIA MAIS: Em 10 anos, homicídios caem mais de 30% em MT e roubos despencam no Estado

A escala de assassinatos dessa natureza foi aferido durante o balanço dos primeiros quatro meses de vigência do programa "Tolerância Zero Contra o Crime Organizado". A Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT) identificou uma queda de 32% do número total de homicídios, que passaram de 1.276 mil ocorrências em 2014 para 856 em 2024. No entanto, entre os casos atuais, há uma porcentagem considerável de mortes executadas por réus primários, conforme Mauro Mendes. 

O secretário de Segurança, César Roveri, disse que o estudo está em andamento e não soube precisar a quantidade final de mortes. Mas citou o caso registrado em Peixoto de Azevedo (a 673 km de Cuiabá) em que Inês Gemilaki e seu filho Bruno Gemilaki Dal Poz invadiram uma casa e mataram dois idosos. 

"Nós temos casos em todo o estado. Um que a gente pode citar é o de Peixoto onde a mãe e seu filho médico invadiram uma casa, atiraram contra eles e duas pessoas vieram a óbito. Eram pessoas sem histórico de cometimento de crime. Estamos atentos a essa curva, estamos iniciando essa tabulação", pontuou Roveri. 

Embora seja um dado preocupante, o secretário descartou a suposta relação do comportamento com facções criminosas. "Como o governador citou, se buscarmos no arquivo, é de pessoas sem histórico de crimes cometidos. Estamos identificando esse tipo de fato", finalizou Roveri. 

VEJA VÍDEO

RELEMBRE O CASO DE PEIXOTO DE AZEVEDO

Inês, seu filho Bruno e seu cunhado Eder invadiram a residência de Erneci Afonso Lavall, conhecido como ‘Polaco’, em Peixoto de Azevedo. Inês disparou contra as pessoas que estavam no local em 21 de abril deste ano. Os idosos Pilson Pereira da Silva, de 80 anos, sogro do alvo dos criminosos, e Rui Luiz Bogo, de 68 anos, amigo do proprietário, foram mortos durante a ação. Toda a ocorrência foi registrada pela câmera de segurança da residência.

Além deles, o padre José Roberto Domingos, de 45 anos, que estava presente para um almoço, também foi atingido por disparos, mas sobreviveu ao se jogar entre dois sofás do imóvel. Polaco, o verdadeiro alvo, também escapou ileso, sendo apenas atingido por estilhaços.

O crime foi motivado por uma disputa judicial envolvendo a casa onde as execuções ocorreram. Inês havia alugado o imóvel de Polaco, mas, ao desocupar o local, teria deixado R$ 59 mil em dívidas.

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