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Artigos Segunda-feira, 24 de Março de 2025, 13:47 - A | A

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Segunda-feira, 24 de Março de 2025, 13h:47 - A | A

NILSON HASHIZUMI

Estas mulheres competentes, competitivas e maravilhosas

Ainda há muito a evoluir, mas o reconhecimento de que a mulher ainda pode ocupar mais espaços e ter a mesma valorização, aumentou.

NILSON HASHIZUMI

Numa vida corporativa passada, estive à frente do Clube de Marketing da ABA – Associação Brasileira de Anunciantes. Nosso calendário oficial começava em 8 de março, o Dia Internacional da Mulher. Não era apenas uma formalidade, mas um reconhecimento da importância crescente da presença feminina na sociedade, na economia e na política.

O Dia Internacional da Mulher, oficializado pela ONU em 1977, tem raízes profundas no movimento operário do final do século XIX e início do XX. Mulheres trabalhadoras enfrentavam jornadas exaustivas, baixos salários e falta de direitos básicos. Em 1908, operárias têxteis dos Estados Unidos saíram às ruas reivindicando melhores condições. Dois anos depois, a ativista alemã Clara Zetkin propôs a criação de um dia anual para celebrar a luta feminina.

Mas, e hoje? Ainda há muito a ser feito.

O avanço das candidaturas femininas
Nos últimos 20 anos, as candidaturas femininas no Brasil cresceram consideravelmente. A legislação eleitoral tem um papel crucial nessa evolução. Desde a implementação da cota mínima de 30% de candidaturas femininas por partido, a participação das mulheres no cenário político aumentou de forma significativa:
• 2002: apenas 11% das candidaturas eram femininas.

• 2010: cerca de 20%.• 2018: aproximadamente 32%.

• 2022: pela primeira vez, mais de 33%, atendendo ao mínimo exigido por lei.

Ainda assim, a ocupação de cargos eletivos cresce lentamente. Em 2014, apenas 10% dos deputados federais eleitos eram mulheres. Em 2018, esse número subiu para 15%. Em 2022, chegou a 17,7%, um recorde, mas ainda abaixo da média global de 26,5% (segundo a ONU). No Executivo, os avanços são mais lentos: em 2000, apenas 6% dos prefeitos eram mulheres; em 2020, esse número subiu para 12%.

Comunicação, marketing político e representatividade
O espaço da mulher na comunicação governamental e no marketing político ainda é um grande desafio. Embora as mulheres representem 58% dos profissionais de jornalismo no Brasil, apenas 13% ocupam cargos de chefia. No serviço público federal, são 59% da força de trabalho, mas ganham, em média, 24% menos que os homens.

No entanto, é impossível falar do avanço da comunicação política sem destacar profissionais que vêm fazendo a diferença nesse cenário. Mulheres como Natália Mendonça, Dani Braga, Zilmar Fernandes, Tuliana Rosa, Nerea Garcia, Nani Blanco, Mariana Bonjour, Luka Borges, Vanessa Marques e Deniza Gurgel são apenas algumas das referências na comunicação governamental e no marketing político no Brasil atual. Elas não apenas ocupam espaços estratégicos, mas também contribuem para transformar a forma como a política é comunicada e percebida pela sociedade. Seja na elaboração de campanhas eleitorais, no planejamento de estratégias digitais ou na assessoria de governos e parlamentares, essas profissionais demonstram competência, inovação e capacidade de liderança.

Eventos como o Compol Mulheres, que teve edições em 2024 e 2025 na Câmara dos Deputados, ajudam a ampliar esse debate e fomentar redes de apoio e oportunidades. No entanto, ainda faltam dados concretos sobre quantas mulheres ocupam cargos estratégicos na comunicação política.

O impacto das políticas afirmativas

As políticas afirmativas desempenham um papel essencial na ampliação da participação feminina na política e na sociedade. A destinação de 30% do fundo eleitoral e do tempo de propaganda para mulheres, determinada pelo STF em 2018, foi um passo importante para fortalecer candidaturas reais e não apenas cumprir formalidades. No entanto, os desafios permanecem:
• Falta de suporte partidário: Muitas candidatas enfrentam resistência dentro dos próprios partidos, que priorizam candidaturas masculinas.

• Barreiras culturais: O machismo estrutural ainda afasta mulheres da política, reforçando estereótipos de que a esfera pública é um espaço masculino.

• Violência política de gênero: Muitas candidatas sofrem ataques misóginos, intimidações e ameaças, o que desestimula a participação.

Mulheres em posições de liderança

Embora a representatividade feminina tenha crescido, a ocupação de posições estratégicas ainda é baixa. A presença de mulheres no Congresso Nacional está abaixo da média mundial, e a proporção de prefeitas e governadoras ainda é mínima.

No setor corporativo, a situação não é muito diferente. Empresas e organizações têm adotado medidas para aumentar a diversidade de gênero na liderança, mas o caminho ainda é longo. Estudos mostram que empresas com maior diversidade de gênero em cargos executivos apresentam melhor desempenho financeiro, inovação e governança.

As fraudes na cota de gênero
A reserva de 30% das candidaturas para mulheres trouxe não apenas avanços, mas também desafios. Muitas siglas burlam a regra registrando candidatas fictícias – as chamadas candidaturas laranjas. Isso ocorreu em várias eleições:

• 2020: O TSE reconheceu fraudes em 14 municípios de seis estados.

• 2024: Cerca de 700 municípios descumpriram a cota mínima.

Para combater essa distorção, o Tribunal Superior Eleitoral aprovou a Súmula 73, padronizando o combate às fraudes e reforçando a obrigatoriedade de candidaturas femininas reais.

O futuro da participação feminina
O avanço da participação feminina na política e na comunicação depende de mudanças estruturais e de uma maior conscientização social. Algumas medidas que podem acelerar esse processo incluem:

• Educação e formação política: Incentivar a formação de lideranças femininas desde cedo, por meio de programas educacionais e mentorias.

• Apoio financeiro e institucional: Garantir que as candidatas recebam recursos adequados para suas campanhas.

• Punição rigorosa para fraudes: Reforçar a fiscalização e punição de partidos que desrespeitem a cota de gênero.

• Combate à violência política: Criar mecanismos de proteção para mulheres que sofrem ataques e ameaças durante campanhas e mandatos.

Avançar é mandatório
A trajetória das mulheres na política e na comunicação ainda é marcada por desafios, mas os avanços conquistados nas últimas décadas mostram que a mudança é possível. A participação feminina não é apenas uma questão de equidade, mas um fator essencial para uma sociedade mais justa e democrática.

Seja na política, no marketing ou na comunicação governamental, as mulheres têm mostrado sua competência, competitividade e capacidade de liderança. O caminho é longo, mas a luta continua – e com cada vez mais força.

Que sigamos avançando!

(*) NILSON HASHIZUMI é estrategista de marketing político e corporativo, jornalista, fotógrafo, gestor de cultura e preparador de candidatos, grupos e agremiações políticas, com MBA em Comunicação Governamental e Marketing Político. Co-fundador da Alcateia Política, orientou, coordenou e defendeu candidatos majoritários em São Paulo e Pará e candidatos proporcionais em São Paulo e Minas Gerais. Orientado a resultados, trabalha com visão de processos na gestão da comunicação on e off-line para a construção de reputação, imagem e formação de opinião. Atuou por mais de 30 anos na iniciativa privada, organizações da sociedade civil e entidades de classe antes de atuar em favor de entes políticos.https://www.linkedin.com/in/nilsonhashizumi/

Os artigos assinados são de responsabilidade dos autores e não refletem necessariamente a opinião do site de notícias www.hnt.com.br

 

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ANA LUZIA TIMO MANFIO 25/03/2025

BRASIL, ARGENTINA E CHILE TIVERAM MULHERES REELEITAS COMO PRESIDENTE DA REPÚBLICA; DILMA ROUSSEF (A ÚNICA), REELEITA PRESIDENTE DOS BRICS! LUÍZA ERUNDINA, MARTA SUPLICY, PREFEITAS MAIS VOTADAS, HOJE TEMOS PELA PRIMEIRA VEZ EM MAIS DE 200 ANOS MARIA ELISABETH COMO PRESIDENTE DO SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR, GRATA PARTIDO DOS TRABALHADORES!

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