O vice-prefeito de Várzea Grande, Tião da Zaeli (PL), falou pela primeira vez sobre os motivos que levaram à briga entre ele e a prefeita da cidade, Flávia Moretti (PL). Tião confirmou que a discordância envolveu temas relacionados à gestão, mas chamou o caso de 'desavença pessoal'. O vice-prefeito revelou insatisfação com a postura de Moretti acerca da mudança de quadros nas secretarias de Várzea Grande, em especial, segundo ele, na Educação, que continua a ser 'comandada' por servidores da gestão anterior, de Kalil Baracat (MDB). Embora os dois tenham concordado em cessar a briga, Tião foi enfático: não se afastará da gestão não pelo compromisso com a chefe do Executivo, mas pelos votos recebidos da população.
"O conflito foi justamente na mudança do quadro de funcionários. Eu sempre defendo que o prefeito anterior fracassou, mas não foi somente o Kalil, foi a sua equipe. Para nós darmos uma resposta para o cidadão, nós temos que ter uma equipe nova. Precisamos mudar alguns quadros. Pegamos uma gestão que vinha de 10 anos, muito conturbada, muito difícil. Hoje tem 90 dias e ainda temos muita dificuldades em algumas pastas", explicou Tião à imprensa durante coletiva na Assembleia Legilsativa nesta quarta-feira (2).
Anteriormente já havia sido ventilado que o racha na gestão várzea-grandense estivesse relacionado à troca de pessoal. No entanto, o principal plano de fundo seria a gestão do Departamento de Água e Esgoto, o DAE, ponto crítico da cidade. Tião confirmou que o DAE é uma de suas prioridades e que estará acompanhando de perto as movimentações no órgão para trazer resultados à população.
Ele pontuou que continuará demandando a prefeita, embora Moretti resista em acatar suas ideias. Segundo ele, plano é deixar a prefeita 'à vontade' para trabalhar da maneira que julgar mais adequada, no entanto, sem estar isenta das cobranças das promessas de campanha.
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"A sociedade está acima do nosso conflito de ideias. Vamos trabalhar e fazer com que, nesses quatro anos, nós possamos entregar à sociedade aquilo que prometemos", frisou.
Sobre o possível afastamento, que também foi ventilado durante o período mais tenso entre Flávia e Tião, o vice-prefeito negou. Segundo ele, a atitude seria uma 'traição' aos municípes.
"As divergências são de gestão, mas não vamos fazer disso um cabo de guerra e trazer dificuldades para a população. O meu compromisso verdadeiro não é com a prefeita. Meu compromisso é com o povo. Se eu me afastar, eu estou traindo o povo. Andei um ano pelas ruas fazendo campanha, não posso me afastar", disse.
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