A Polícia Civil descartou a participação de mais pessoas na execução do feminicídio de Emelly Beatriz Sena, de 16 anos, morta por Nataly Helen Martins Pereira, de 25 anos, no dia 12 de março. O delegado Michel Mendes, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), detalhou as investigações, e afirmou que o irmão, dono da casa onde ocorreu o crime, e o cunhado que também esteve no local, não participaram da execução.
Em entrevista, o delegado Michel Mendes explicou que a versão de Nataly Helen é coerente com as provas coletadas pela polícia. Imagens de câmeras próximas à casa onde o crime ocorreu, no bairro Jardim Florianópolis, em Cuiabá, mostram quem entrou e saiu do local, e os depoimentos do irmão e do cunhado de Nataly confirmam que eles não estavam presentes durante a execução.
"O que apuramos é que praticamente a versão dela é coerente com tudo que levantamos. A versão deles no interrogatório também se confirmou. Não conseguimos coletar elementos que indicassem a participação, principalmente na execução. Porque a execução temos imagens da casa que consegue pegar quem entrou e quem saiu. Mas conseguimos identificar que eles não estavam em nenhum momento da execução", revelou o delegado.
A investigação revelou que o irmão de Nataly deixou a residência antes da chegada de Emelly Sena. Após a chegada da vítima, e até a chegada da primeira testemunha, ninguém mais entrou no local. O irmão de Nataly retornou à casa após o crime, encontrando a cena já limpa, com a ajuda do cunhado, os dois foram chamados por Nataly alegando ter tido um parto sozinho.
"É o momento em que eles vão, a princípio, acreditando na versão dela de que houve um parto. Chega o primeiro e ela faz esse relato: 'tá aqui, tive um parto'. Ela já tinha limpado o local. Ele (o cunhado) confirma que ia chamar o Samu e ela fala: 'não, meu irmão já tá vindo'", detalhou o delegado.”
De acordo com o delegado, até o momento o que ficou demonstrado pela investigação é que o irmão e o cunhado estavam no trabalho deles no momento do crime. Comprovado inclusive pelo rastreador da moto do rapaz do cunhado.
Apesar de descartar a participação direta na execução, a polícia continua investigando outras formas de envolvimento, como participação moral ou auxílio no crime. A análise de dados de celulares dos envolvidos é crucial para determinar se houve conhecimento prévio ou auxílio no crime.
"Mas é complexo o caso. Não é só a participação na execução. Também tem que verificar outras formas de participação. [...] Isso precisa de mais tempo porque precisamos de dados de celulares que precisam ser extraídos e verificados", finalizou o delegado.
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