O contrato de ouro para junho recuou 1,41%, fechando a US$ 3.121,7 por onça-troy na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).
Para o Swissquote Bank, as tarifas anunciadas por Trump foram mais agressivas do que o esperado. O temor de retaliações dos parceiros comerciais dos EUA deve continuar sustentando a demanda pelo metal dourado. A China anunciou que restringirá os investimentos nos EUA, a Europa alertou que haverá retaliações e o Japão disse que protegerá as indústrias e empregos nacionais.
"O ouro pode continuar valorizado ao longo do ano, impulsionado por riscos geopolíticos e incertezas econômicas", afirmou Robert Crayfourd, gestor do fundo Golden Prospect Precious Metals.
No acumulado de 2025, o ouro já subiu mais de 15%, sustentado por compras defensivas, preocupações com uma possível recessão e aportes robustos em fundos lastreados no metal, além da forte demanda por parte dos bancos centrais.
Para James Steel, analista de metais preciosos do HSBC, os bancos centrais devem seguir comprando ouro neste ano como forma de diversificação diante da volatilidade do dólar. No entanto, ele pondera que "nem tudo será um mar de rosas".
"Menos cortes de juros do que o projetado e um dólar mais forte podem limitar os ganhos. Além disso, uma redução dos riscos geopolíticos e o impacto dos preços elevados na demanda física por joias e moedas podem pressionar o ouro", avaliou Steel.
* Com informações da Dow Jones Newswires
(Com Agência Estado)
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