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Economia Quinta-feira, 03 de Abril de 2025, 17:30 - A | A

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Quinta-feira, 03 de Abril de 2025, 17h:30 - A | A

'Espero que haja uma solução, porque a medida de Trump afeta o mundo', diz presidente da Apex

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

O presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), Jorge Viana, afirmou esperar uma solução em relação ao tarifaço do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. "Espero que haja uma solução, porque a medida de Trump afeta o mundo. Imagino que possa ter reação de países que foram taxados com tarifas maiores. Não tem muito o que ser feito a não ser aguardar, especialmente no caso brasileiro", disse Viana, em coletiva de imprensa na tarde desta quinta-feira. "Agora, é preciso aguardar", pontuou.

Viana defendeu a busca por entendimento com os Estados Unidos e a separação de negócios e política. "Não devemos desistir dos EUA, que são a maior economia do mundo. Temos que buscar o entendimento", defendeu Viana. "O Brasil lamenta o que está ocorrendo, mas fez o dever de casa para situações como essas, que espero que não se materializem. Torço para Trump rever, se não tudo, mas parte das medidas, por elas serem inexequíveis", acrescentou.

Sobre produtos brasileiros, os Estados Unidos irão adotar uma sobretaxa de 10% a partir de 5 de abril. De acordo com Viana, os 10% serão adicionais às alíquotas de importação vigentes. Ele citou o café, principal produto exportado do Brasil para os Estados Unidos, e também sujeito às tarifas. "O maior produtor de café é o Brasil. O segundo é o Vietnã, taxado com alíquota mais alta (46%)", apontou Viana.

Para o presidente da Apex Brasil, a posição do presidente Lula e do Itamaraty em manter cautela em relação ao pacote de Trump é a "mais correta". "O presidente Lula já disse que se tiver que ligar para Trump, se for necessário, ele liga. O presidente Lula é da pacificação, da mediação e deve escolher esse caminho. O governo Lula tem sido muito cauteloso desde o começo, colocando o MDIC para conversar com os EUA e com o posicionamento do Itamaraty sempre ponderado", observou. Na avaliação de Viana, a aprovação do projeto de lei da reciprocidade pelo Congresso Nacional já dá um sinal para os Estados Unidos de que o País tem alternativas para uma eventual resposta.

Viana mencionou também o fato de que frigoríficos brasileiros têm diversas fábricas instaladas no território americano. "A tarifação é paga pelos importadores, o que tende a aumentar o custo interno dos produtos nos Estados Unidos", acrescentou.

Segundo Viana, a Apex vai trabalhar em sintonia com o governo para verificar os efeitos das tarifas nos produtos e empresas brasileiras. Se o tarifaço de fato for implementado, haverá "muito trabalho", inclusive para fazer crescer a presença do País no comércio internacional.

(Com Agência Estado)

 

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