A projeção da instituição para o Produto Interno Bruto (PIB) japonês para os anos seguintes é de 0,8% para 2026, 0,6% para 2027 e 2028, e de 0,5% para 2029 e 2030.
O FMI destaca que a demanda privada deve substituir o consumo público como principal motor do crescimento, impulsionada por "aumentos salariais acima da inflação" e investimentos corporativos robustos. A inflação, que ficou em 2,7% em 2024, deve convergir para a meta do BoJ no final de 2025, com a moderação nos preços de energia e alimentos. A projeção do FMI para inflação neste ano é de 2,4%, enquanto para os cinco anos seguintes a previsão é de 2%
No entanto, o FMI alerta para riscos. "Os riscos para o crescimento estão inclinados para baixo", incluindo tensões comerciais globais e o alto endividamento público, que atingiu 236,7% do PIB em 2024. Apesar de uma redução no déficit fiscal para 2,5% do PIB no ano passado, o FMI recomenda "um plano claro para compensar o custo crescente dos juros da dívida pública".
Os diretores executivos do FMI elogiaram a política monetária "acomodatícia" do BoJ, mas defenderam um afrouxamento gradual, dependendo dos dados. "A comunicação clara e a flexibilidade serão essenciais", destacou o relatório.
O documento também enfatiza reformas estruturais para enfrentar o envelhecimento populacional, como "aumentar a participação de idosos e mulheres no mercado de trabalho" e atrair imigrantes. Além disso, o FMI recomenda avanços na transição verde e no uso de inteligência artificial (IA) para impulsionar a produtividade.
Nas contas externas, o superávit em conta corrente subiu para 4,8% do PIB em 2024, com uma posição "alinhada com os fundamentos econômicos". As projeções indicam, porém, uma leve queda para 4,4% em 2025, para 4,0% em 2026 e para 3,5% em 2030.
O relatório reforça a necessidade de o Japão manter "compromisso com a cooperação multilateral" e políticas fiscais sustentáveis para garantir a estabilidade econômica no longo prazo.
(Com Agência Estado)
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