A reunião aconteceu após uma greve da categoria de 24 horas, no dia 26 de março, que, além do teletrabalho, protestou contra a redução da remuneração variável, a recomposição do quadro de pessoal e maior segurança no Sistema Petrobras. Também pedem um plano de cargos e salários justo, o fim dos equacionamentos da Petros e melhorias nas condições de segurança na fábrica de fertilizantes do Paraná (Fafen PR).
"Iniciamos a reunião esclarecendo que a greve abordou vários pontos que consideramos essenciais e que devem ser tratados de forma simultânea. Acreditamos que a mesa de hoje, sobre teletrabalho, é um passo positivo e esperamos que o calendário de reuniões para os demais temas seja definido em breve", disse em nota a diretora da FUP Cibele Vieira.
De acordo com o diretor da FUP, Paulo Neves, a Petrobras mostrou que está mais aberta para negociações. "A greve cumpriu seu papel ao evidenciar a necessidade de diálogo e flexibilização das propostas por parte da empresa", avaliou.
Rotina
Entre os temas discutidos na reunião de hoje, a FUP destacou questões que afetam diretamente a rotina dos trabalhadores, como as condições de teletrabalho para pais e mães de filhos na primeira infância, empregados residentes em localidades distantes dos locais de trabalho e aqueles transferidos compulsoriamente no governo anterior.
A FUP também expressou preocupação com a medida que impõe um período de 18 meses de trabalho 100% presencial para novos empregados, incluindo pessoas com deficiência (PCD). "Para a FUP, esta medida é excessivamente rígida e não considera as particularidades individuais de cada trabalhador, como a distância do local de trabalho e a situação familiar", explicou.
Outro ponto criticado foi a obrigatoriedade de trabalho presencial às segundas ou sextas-feiras, uma exigência que, segundo a FUP, prejudica especialmente os trabalhadores transferidos ou que moram em outros municípios. A FUP propôs à Petrobras aumentar a flexibilidade dessa norma, sugerindo que o número de dias permitidos de flexibilidade fosse ampliado de 6 para 10 dias ao ano para esses trabalhadores.
A Federação também levantou preocupações sobre a política de teletrabalho para trabalhadores administrativos em áreas industriais, considerando as especificidades dessa função, que deve ser levada em conta nas novas diretrizes.
Além disso, a mudança no meio do semestre escolar, foi citada como um fator prejudicial para os trabalhadores que dependem do teletrabalho para conciliar suas responsabilidades profissionais e educacionais.
(Com Agência Estado)
Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.
Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.
Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.