Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o contrato de petróleo WTI para maio caiu 7,41% (US$ 4,96), fechando a US$ 61,99 o barril. O Brent para junho, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), cedeu 6,50% (US$ 4,56), alcançando US$ 65,58 o barril. No acumulado da semana, o contrato do WTI teve perda de quase 10%, enquanto o do Brent desvalorizou mais de 9%.
As importações de petróleo, gás e produtos refinados ficaram de fora do pacote tarifário de Trump, mas os traders temem que as tarifas possam alimentar a inflação e desacelerar o crescimento econômico, prejudicando a demanda por petróleo bruto.
"Tarifas de importação dos EUA mais altas do que o esperado e a decisão da Opep+ Organização de Países Exportadores de Petróleo e aliados de acelerar a reversão dos cortes de produção colocaram uma pressão considerável sobre os preços do petróleo", dizem em nota os analistas do Morgan Stanley.
Na quinta-feira, a Opep+ surpreendeu ao anunciar que aumentará a oferta de petróleo em mais de três vezes em relação ao volume planejado para maio, de 135 mil para 411 mil barris diários.
Segundo a equipe de pesquisa de commodities do Goldman Sachs, riscos importantes de queda nos preços do petróleo estão se concretizando. Na quinta, o banco reduziu suas previsões de crescimento da demanda anual média por petróleo em cerca de 400 mil barris/dia para 2025 e 500 mil barris/dia para 2026, em linha com um corte de 0,2 ponto porcentual nas previsões de crescimento global para este ano e o próximo.
O Goldman Sachs também reduziu em US$ 5,00 suas previsões para os preços do Brent e o WTI em dezembro de 2025, agora em US$ 66 e US$ 62 o barril, respectivamente.
*Com informações da Dow Jones Newswires
(Com Agência Estado)
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