Ônibus lotado de passageiros, policiais em clima de tensão, viaturas, atiradores de elite e muito pedido de calma. Tudo isso fez parte da encenação pelo Bope (Batalhão de Operções Especiais) durante o fechamento da quarta fase do curso de gerenciamento de crise e negociações.
Participaram do curso pelo menos 50 integrantes das forças de segurança do Estado, entre polícias militar, civil e Corpo de Bombeiros. Durante os 40 dias de curso, o major Ronaldo Roque da Silva, oficial do Bope há 10 anos, formado no curso caveira do Rio de Janeiro 2006, proferiu temas como cuidados, calma e atenção.
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A situação realizada na tarde de sexta-feira (30) no bairro Centro América reprisou um fato que chamou a atenção da população brasileira no dia 12 de junho de 2000, data em que um sobrevivente da chacina da Candelária sequestrou um ônibus e por fim, em uma ação inesperada, e até falha, como dizem os críticos, resultou com um oficial do Bope matando a refém, ao invés de acertar o criminoso. Aquela situação virou documentário e até filme, o que inspirou os alunos neste fim de curso.
Em Cuiabá, na situação de treinamento, dois bandidos armados tomaram um ônibus e sequestraram todos os passageiros, exigindo um carro para a fuga, água e uma psicóloga na negociação. Nesta sexta o curso durou das 14 às 18h, porém major Roque disse que o tempo nesses crimes pode variar.
“Não existe um tempo preciso. No Rio de Janeiro, em 2000, o sequestrador entrou no ônibus as 16h e saiu de lá a noite. Por fim aquele caso foi frustrante, e para evitar casos assim estamos treinando. Esse tipo de exercício não é só para a Copa. Será utilizado, se necessário, mas será um aprendizado para a vida toda”, contou o caveira.
Além do Batalhão de Operações Especiais, também acompanharam o curso oficiais da Força Nacional, que na próxima segunda-feira apresenta seu efetivo em Cuiabá com pouco mais de 250 militares e pelo menos 1100 integrantes do Exército Brasileiro.
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