A ação do Executivo tem como objetivo dar publicidade às medidas do governo petista nos primeiro dois anos do terceiro mandato de Lula. A campanha é comandada pelo ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom), Sidônio Palmeira - marqueteiro da campanha do PT em 2022.
Orçada em R$ 50 milhões, a campanha foi exibida nesta quinta-feira no último intervalo comercial do Jornal Nacional, da TV Globo. Ao menos outros quatro vídeos produzidos pela agência Calia devem ser divulgados no decorrer da campanha.
A ação é focada em quatro eixos: saúde, educação, infraestrutura e social. A narrativa da campanha é mostrar as ações do governo e ressaltar que os primeiros dois anos do mandato de Lula foi "reconstruir o que havia sido destruído" durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro.
"A principal tarefa dos primeiros dois anos foi a reconstrução do que havia sido destruído. Só que reconstruir é ainda mais difícil que construir porque antes de começar você precisa retirar os escombros e limpar o terreno", diz o governo no site oficial da campanha.
Como mostrou o Estadão, o slogan é uma contraposição ao mote "Faça a América Grande de Novo", usado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O Brasil foi apresentado na cerimônia de lançamento da campanha nesta quinta-feira no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, como "o país da prosperidade", termo central no léxico evangélico.
Intitulada "Brasil dando a volta por cima", a solenidade durou uma hora e contou com três telões exibindo números com realizações do governo, além de depoimentos de beneficiados por programas sociais.
A gestão Bolsonaro (2019-2022) ocupou espaço central na cerimônia promovida pelo Palácio do Planalto. A prestação de contas teve tom de campanha política no momento em que Lula enfrenta forte queda de popularidade.
O ato foi planejado para passar a mensagem de que o governo Lula é bem melhor do que a percepção popular. Onze das 36 medidas anunciadas como entregas da administração petista fazem referência explícita a melhorias em relação aos quatro anos sob Bolsonaro.
Pesquisa Genial/Quaest divulgada na quarta-feira, 2, mostra que a aprovação do governo Lula voltou a cair e atingiu o pior patamar desde o início da gestão em janeiro de 2023. O índice de desaprovação, que era de 49% em janeiro, passou para 56% no mês de março. A aprovação, por sua vez, caiu de 47% para 41%.
(Com Agência Estado)
Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.
Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.
Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.