Rehn reconheceu que a União Europeia (UE) não está parada esperando os desdobramentos das políticas americanas para se posicionar.
O dirigente lembrou que o bloco ofereceu zerar tarifas e está preparando contramedidas para fortalecer sua posição de negociação. "Também precisamos investir mais nas nossas relações comerciais com o resto do mundo", afirmou. "O próximo grande passo será a ratificação do acordo do Mercosul. Democracias da América Latina são parceiras naturais para a Europa."
Ele comentou ainda que as incertezas dificultam estimar os efeitos das tarifas sobre a inflação da zona do euro, que podem ser de alta ou de baixa. "A maioria dos economistas também presumiu que o euro se desvalorizaria como resultado das tarifas americanas. Isso não aconteceu, muito pelo contrário", destacou.
Rehn observou que a demanda pelo euro e por títulos europeus está aumentando, devido a sua posição forte enquanto a política econômica dos EUA é vista como "cada vez mais incerta".
O dirigente também apontou que este cenário geopolítico está provocando "volatilidade significativa" nos mercados financeiros, aumentando riscos para estabilidade financeira. "A boa notícia é que os bancos europeus se fortaleceram significativamente desde a crise financeira de 2008", concluiu.
(Com Agência Estado)
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