O governo havia sinalizado que deveria se concentrar nas discussões sobre o pacote de corte de gastos após as eleições municipais, o que gerou grande expectativa em relação a algum anúncio.
Haddad se reuniu na segunda e terça-feira com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, mas nenhum detalhe do pacto foi divulgado ainda.
O ministro não fixa um prazo para a apresentação dessas medidas. O argumento de Haddad é de que uma semana a mais não vai prejudicar, mas sim melhorar a qualidade do trabalho que está sendo desenvolvido pela equipe técnica. Ele frisou que "não vai acontecer nada na próxima semana", mas que a meta da LDO será cumprida, as projeções de arrecadação estão boas e o último Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas, que será publicado no fim de novembro, deve mostrar um bom encaminhamento para o fechamento do ano.
Questionado sobre se o mercado está nervoso à toa, Haddad disse esperar que sim. "Se fizermos uma boa proposta, uma fórmula adequada, assim como o arcabouço no ano passado dissipou as incertezas e a gente teve um ano excelente na sequência, com queda do juro, queda do dólar, ancoragem das expectativas, eu espero que aconteça a mesma coisa. O trabalho que nós estamos fazendo é para que isso aconteça de novo", afirmou.
O ministro ainda ponderou que a inquietação faz parte, e que o cenário externo também tem pontos de incerteza como as eleições nos Estados Unidos, a desaceleração da China e o quadro de commodities.
"Nosso papel é fazer a melhor redação possível, a melhor proposta possível nesta direção que a Fazenda defende. Fazer as despesas caberem na fórmula que foi aprovada pela a totalidade do Congresso no ano passado. Nós temos que encontrar um caminho de fazer com que essa fórmula tenha sustentabilidade no tempo. Encontrada essa fórmula, e na minha opinião o que ontem foi discutido atende, do meu ponto de vista as coisas voltam a se ancorar, não que nós não vamos ter dificuldade com o que está acontecendo no mundo", disse Haddad.
(Com Agência Estado)
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