Quinta-Feira, 02 de Julho de 2020, 16h:42

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‘Morra quem morrer’, diz prefeito ao anunciar reabertura

Por: AMAZÔNIA PRESS

O prefeito de Itabuna (BA), Fernando Gomes (PTC), afirmou nesta quinta-feira (2) que irá reabrir o comércio a partir de 9 de julho, “morra quem morrer“. A declaração gerou críticas e levou o nome da cidade baiana aos assuntos mais comentados no Twitter.

“Primeiro, lutar pela vida. A vida é uma só. [Depois que] morrer, acabou. Não tem fortuna, não tem pobreza, não tem falência, não tem nada”, disse e tossiu em seguida. “Mas não posso abrir uma coisa que não tenho cobertura. Então, com a dúvida, com os nossos morrendo por causa de um leito em Itabuna, vou transferir essa abertura. No dia 8, mandei fazer o decreto, que no dia 9 abre, morra quem morrer”, acrescentou.

Reprodução

Fernando Gomes prefeito  na Bahia

Após a repercussão negativa, o prefeito se manifestou e disse, em nota, que “alguns veículos de comunicação deram ênfase à última frase dita pelo prefeito, interpretando de modo errado e sensacionalista o que foi dito na entrevista”. 

O comunicado ainda afirma que “o prefeito esclarece que o contexto da fala não foi por descaso com as vítimas”.

“Nossos atos, como cidade com maior testagem e uma das que há mais tempo permanece com o comércio fechado, só reforçam o nosso compromisso pela vida da nossa população. Tenho cinco mandatos como prefeito, o povo de Itabuna me conhece”, disse o prefeito.

Em maio, Gomes falou à CNN sobre a situação da cidade e disse ter decretado o toque de recolher como medida restritiva mais rígida para ajudar a conter o avanço da Covid-19, já que, segundo ele, “a situação era crítica”.

À época, a cidade tinha um dos maiores números de infectados pelo vírus no estado – com 393 casos confirmados e 12 mortes – e foi uma das primeiras da Bahia a decretar toque de recolher.

 

Dados da Secretaria Municipal de Saúde apontam quase 1,5 mil casos ativos e 67 mortes até a quarta-feira (1°) – o que é considerado elevado para o porte da cidade, que tem apresentado altas taxas desde o início da pandemia do novo coronavírus.

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