Terça-Feira, 11 de Fevereiro de 2020, 08h:50

Tamanho do texto A - A+

"Não faz sentido. Eu se fosse o governador nem responderia”, diz Botelho sobre proposta de Bolsonaro

Por: WELLYNGTON SOUZA

O presidente da Assembleia Legislativa Eduardo Botelho (DEM) sugeriu na noite desta segunda-feira (10), que o governador Mauro Mendes (DEM) não respondesse a proposta feita pelo presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido) sobre a isenção do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) que incide sobre os combustíveis. Em Mato Grosso, o ICMS representa 25% da receita própria no Estado.

FABLICIO RODRIGUES

presidente almt botelho

 

“Estamos trabalhando muito na questão dos gastos públicos. Acabamos de fazer uma reforma tributária em Mato Grosso. Temos ainda muitos problemas no caixa do Estado, na arrecadação, não adianta ficar fazendo graça agora. Não podemos abrir mão do ICMS dos combustíveis”, disse Botelho em conversa com jornalistas.

Para o chefe do Legislativo, o Estado tem muitos problemas para serem discutidos, como dificuldades na área da saúde, segurança e infraestrutura. “Precisamos ser realistas e não ficar jogando para plateia. Desconta isso, desconta aquilo, corta isso ou corta aquilo. Eu acho que isso é desviar do foco. Ficar jogando um para o outro, para mim não faz sentido. Eu se fosse o governador nem responderia”.

Mendes aceitou desafio, mas impôs condições

Mauro Mendes afirmou nesta segunda, por meio dos canais oficiais, que aceita a proposta do presidente de reduzir o ICMS, porém o governo federal precisa pagar o Fomento das Exportações (FEX) dos últimos dois anos e repor todas as perdas provocadas pela Lei Kandir.

O Estado tem R$ 400 milhões referentes ao FEX de 2018 e R$ 450 milhões de 2019 para receber. "Mato Grosso aceita o desafio de reduzir o ICMS dos combustíveis. Se o governo federal pagar o FEX 2018 e 2019 e todas as perdas do Estado ocasionadas pela Lei Kandir”, disseo chefe do Executivo. 

Avalie esta matéria: Gostei | Não gostei



Últimas Notícias