Sábado, 17 de Outubro de 2020, 07h:51

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Gisela defende saúde primária como principal pilar de governo; confira a entrevista

Por: THAYS AMORIM

O Hipernotícias começa neste sábado (17) uma rodada de entrevistas com os candidatos à prefeitura de Cuiabá.  A primeira entrevistada é a candidata Gisela Simona (PROS), que acredita que ser mulher e atuar na  política ainda seja um grande desafio.

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Gisela, que disputa com 7 concorrentes o Palácio Alencastro, coloca a saúde da Capital como seu principal pilar e aponta que uma das suas propostas é investir na saúde primária.

Conhecida pelo cargo de superintendente do Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon), Gisela disputou a eleição de 2018 para deputada federal, conquistando mais de 50 mil votos. Para a campanha à prefeitura de Cuiabá, a candidata promete inovar a educação com propostas tecnológicas e ressalta que a sua candidatura pode ser um fator positivo para que outras mulheres sejam candidatas em cargos políticos. 

Confira a entrevista com a candidata Gisela Simona:

HNT: Candidata, qual área a senhora considera como a maior prioridade de Cuiabá e por que? Quais são as suas propostas para essa área?

Gisela Simona: Eu considero como área prioritária a saúde, que ainda é o grande problema do cuiabano. Embora a gente tenha tido na atual gestão a inauguração do Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), que para muitos poderia ser a solução dos problemas de saúde, nós não vimos isso acontecer. Isso é o primeiro pilar do nosso plano de governo, a necessidade desse combate implacável à corrupção. Nós acreditamos que é preciso melhorar a questão da gestão, tem que ser mais eficiente e temos que fazer uma varredura nos contratos que hoje estão firmados. Isso que nós vimos no decorrer da atual gestão, de faltar equipamentos básicos dentro da saúde no que se refere a uma luva, seringa e etc é má gestão e ineficiência, que nós precisamos combater. O primeiro pilar é a saúde, nós precisamos combater a corrupção e ver onde vai sobrar dinheiro também para os investimentos que Cuiabá precisa.

HNT: Nesse período de coronavírus, Cuiabá possui diversos desafios. Quais são as suas propostas específicas para a Saúde da Capital?

Gisela Simona: Primeiro nós queremos inverter um pouco o que está sendo feito nos últimos anos, dessa preocupação só com leitos, internações e cirurgias. Nós queremos investir na atenção primária da saúde, porque nós acreditamos que a prevenção ainda é o melhor remédio para a nossa saúde. Começando pelos agentes comunitários, onde hoje possui um déficit, que poderiam estar fazendo aquele programa da família. Prevenindo diabetes, hipertensão, doenças que acabam gerando vários problemas, mas como é uma questão que seria resolvida de média a longo prazo, investindo na atenção, muitos gestores acabam não fazendo esse trabalho. A gente também tem uma proposta para acabar a fila das unidades de saúde. Nós temos condições de no primeiro ano zerar essa fila, para que os procedimentos eletivos aconteçam no prazo máximo de 40 dias ao cidadão. Isso nós vamos fazer com transparência e gestão, porque é importante, sim, para que o cidadão saiba o seu lugar na fila e que ela prossiga, de fato, pela necessidade do cidadão do que por interesses políticos. Acabando com a politicagem, a gente acredita que consegue fazer a fila da saúde andar.

HNT: Candidata, com a pandemia, a Educação de Cuiabá também sofreu diversas mudanças com o Ensino à Distância. Quais são as suas propostas para essa área? 

Gisela Simona: A pandemia serviu para nos mostrar o quanto é preciso modernizar a educação na questão da tecnologia. Não adianta falar que vai ter aula remota se lá na periferia, nos bairros, não têm internet ou equipamento para acompanhar a aula. A prefeitura vai ter que subsidiar isso, de uma forma muito inteligente, não só para os alunos mas também para os nossos professores. Nós precisamos ter saídas tecnológicas na questão da educação. E ainda que nós retornemos às salas de aula, as estruturas físicas das nossas escolas estão muito ruins. Nós precisamos ter uma escola mais atrativa, mais receptiva. O jovem, hoje, parece que não está com tanta vontade de ir para a escola e isso muda na medida que a gente consegue fazer uma escola mais moderna, mais tecnológica. É com essas mudanças que nós vamos conseguir enfrentar os números baixos do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) em relação aos baixos indicadores de aprendizagem dos nossos alunos, que é infelizmente uma marca da educação de Cuiabá. 

HNT: Recentemente, houve uma tentativa de impugnação da sua candidatura sob a justificativa que a senhora não havia descompatibilizado do Conselho Estadual de Defesa do Consumidor dentro do prazo exigido pelo Tribunal Superior Eleitoral. Como a senhora enxerga essa questão? Isso pode ser uma ameaça à sua candidatura?

Gisela Simona: Eu acredito que isso é uso indevido da Justiça Eleitoral para criar um fato político. Infelizmente, [os adversários] utilizam esses artifícios, que inclusive foi fora do prazo. Foi um pedido intempestivo e sem nenhum documento que desse motivação para o pedido de impugnação. Nós estamos muito tranquilos com isso, temos documentos que comprovam a nossa descompatibilização, a minha última reunião como presidente do Condecon foi no dia 18 de dezembro de 2019, então isso nos dá essa tranquilidade de que está tudo certo. Eu acredito muito na Justiça, então nós estamos seguindo a campanha. O que importa para nós hoje é que as pessoas estão nos recebendo bem, a campanha está na rua.

HNT: Em mais de 300 anos, Cuiabá nunca teve uma mulher no comando da prefeitura. Quais são os desafios da senhora ser a única mulher entre outros 7 candidatos a disputar a eleição?

Gisela: O desafio é vencer o preconceito. Nós não podemos acreditar que uma população de 54% de mulheres hoje na capital e que, em 301 anos, nós não temos nenhuma mulher à prefeitura. Nós é por falta de capacidade técnica que elas não estão na política, é por falta de oportunidade. Eu acredito que a minha candidatura abre uma oportunidade não só para que Cuiabá possa conhecer uma gestora como prefeita da cidade, como pode abrir espaço para que outras mulheres conquistem a política, que é o nosso espaço. Isso inclusive com as vereadoras, esse desafio de uma Câmara que infelizmente não tem nenhuma mulher nessa legislatura. Eu acredito que vai ser uma campanha que vai fazer história para a nossa cidade de Cuiabá. E o fato de ser mulher, eu vejo que esse desafio é mostrar a nossa capacidade de planejamento, por meio do nosso plano de governo, e mostrar quais são os problemas de Cuiabá. Eu quero trazer essa sensibilidade, essa honestidade que as mulheres têm, e que nós precisamos implementar na gestão. 

HNT: A senhora pretende colocar outras mulheres no comando das Pastas da prefeitura?

Gisela Simona: Com certeza. Nós queremos ter um equilíbrio. Não só manter a Secretaria da Mulher, uma pasta que nós entendemos importante, mas não simplesmente criar, porque isso não é representar a mulher. Nós vamos ter um orçamento para a política pública de mulheres, vinculado no orçamento, e vamos ter uma paridade de mulheres e homens no comando das Pastas de Cuiabá.

HNT: Candidata, com a pandemia, diversas regras sociais e de isolamento foram impostas à população. Qual a sua proposta para o Carnaval de 2021 em Cuiabá? A senhora pretende manter a comemoração ou suspender?

Gisela Simona: Eu tenho muita clareza o que diz a questão técnica dos órgãos da saúde. Tudo o que é recomendado para mim em relação à saúde e preservação da vida da população vai ser seguido. Se nós não tivermos a vacina para esse vírus, eu penso que fica difícil esse tipo de festa coletiva. Eu acredito que nós precisamos cuidar da saúde e da segurança, além de aceitar a recomendação das organizações de saúde.

A ordem dos entrevistados aconteceu de acordo com a disponibilidade dos candidatosl. 

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