Segunda-Feira, 28 de Setembro de 2020, 09h:49

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Emanuel chama Riva de "bandido" e diz que é vítima de acusações sem prova

Por: LUIS VINICIUS

O candidato à reeleição da prefeitura de Cuiabá Emanuel Pinheiro (MDB) chamou o ex-presidente da Assembleia Legislativa (ALMT) José Geraldo Riva (sem partido) de bandido e leviano por ter o acusado de ter recebido propina no valor de R$ 3 milhões. Em entrevista na manhã desta segunda-feira (28), o prefeito da Capital disse que o ex-chefe do Legislativo de Mato Grosso terá que provar as acusações feitas em delação e o classificou como o maior ficha suja do país.

Marcus Mesquita/Assesoria

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Segundo Riva, Emanuel teria recebido R$ 3,2 milhões, que seriam 'mensalinho', durante os mandatos de deputado estadual. 

“Mais uma jogada baixa dos nossos adversários. Uma delação que envolve, segundo falam, o maior ficha suja da história e envolve, segundo dizem, meio Mato Grosso, mas só falam do Emanuel Pinheiro. Tem que provar! Que moral tem ele de falar de mim? Cadê. Cadê esse dinheiro? Cadê a prova? Larga de ser bandido, larga de ser leviano. Como dá R$ 3 milhões para alguém? Que absurdo falar um negócio desse”, disse o chefe do Executivo municipal à Rádio Mega FM.

Emanuel ainda fez uma comparação da delação do Riva com a do ex-governador Silval Barbosa (sem partido). O prefeito disse que a do ex-emedebista ainda tem o vídeo em que ele aparece colocando maços de dinheiro no paletó, o que poderia levantar uma dúvida, enquanto que a do ex-presidente da ALMT nada foi provado.

“A mentira do ex-governador Silval Barbosa ainda tem aquele vídeo que joga dúvida na cabeça das pessoas. O cara que responde cento e tanto processos, conhecido no país como o maior ficha suja do país, fala o que quer, não prova nada, diz que pagava por mês e em espécie por isso ele não provar. Depois fica eu tendo que me defender”, enfatizou Pinheiro.

Dinheiro no paletó

Emanuel voltou a falar que foi vítima de armação no vídeo em que aparece pegando maços de dinheiro e colocando no paletó. O prefeito voltou a dizer que o dinheiro que foi gravado pegando era de uma dívida que o ex-chefe de gabinete de Silval, Sílvio Corrêa, tinha com o seu irmão Marco Polo de Freitas Pinheiro, o Popó.

“Que apesar de toda injustiça eu nada tenho a ver com esse mar de lama. Cheguei lá sem nada, sem mochila, sem bolsa, sem nada. Eu não estava indo lá para isso. Se você tem a tendência de fazer ilícito, você faz a vida inteira. Eu fui a pessoa errada na hora errada. Não fiz nada errado. Não cometi nenhum ilícito. Nem com relação à delação do ex-governador Silval Barbosa do vídeo do paletó nem em relação ao deputado José Riva.", concluiu Emanuel Pinheiro.  

Por fim, Emanuel voltou a dizer que tem sido vítima por concorrer à prefeitura de Cuiabá.

“Nesse momento eu estou sendo vítima de um processo eleitoral que quer agora de toda a forma jogar essa cortina de fumaça na cabeça da população em virtude da nossa grande gestão e por estarmos liderando as pesquisas de opinião pública”, finalizou.

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