Sexta-Feira, 03 de Abril de 2020, 10h:35

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Universitário teria descoberto possível traição por meio de WhatsAppWeb

Por: LUIS VINICIUS

Investigações da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) apontam que o estudante de Direito Raony Silva de Jesus, 27 anos, teria descoberto uma possível traição de Aline Gomes de Souza, 20 anos, por meio do aplicativo de mensagens WhatsApp. A operadora de caixa foi morta na noite de quinta-feira (2), no Condomínio Chapada dos Bandeirantes, em Cuiabá, com mais de 20 facadas.

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Conforme o delegado responsável pela investigação, Marcel Gomes de Oliveira, Aline teria conversado com uma amiga por meio do WhatsApp sobre uma relação extraconjugal. Já desconfiado, o universitário utilizou o WhatsAppWeb para tentar descobrir sobre a possível traição.

O WhatsAppWeb é um recurso que permite acessar o aplicativo de mensagens pelo computador. Para isso é necessário, parear o celular com o código que aparece na tela do computador browser, usando um código chamado "QR Code".

Vale lembrar, que é possível utilizar o aplicativo no computador e celular simultaneamente sem prévio aviso. Ou seja, Aline não estava sabendo que o seu marido estava invadindo a sua privacidade.

“A Aline teria conversado com uma amiga sobre um possível relacionamento extraconjugal. Ele (o suspeito) teria desconfiado da traição e por isso, instalado o WhatsApp dela no computador dele. Ele teria visto a troca de mensagens e se irritado”, explicou Oliveira ao HNT/HiperNotícias.

Após ficar sabendo da possível traíção, Raony teria ido à esposa questioná-la sobre os fatos. No entanto, o casal teria discutido e o estudante pegou uma faca, desferindo vários golpes na vítima. Mesmo ferida, a mulher conseguiu fugir pelo pátio do condomínio.

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 Raony Silva de Jesus, 27 anos, foi preso em flagrante

No entanto, o suspeito correu atrás da vítima e desferiu mais golpes. A operadora de caixa teria sido atingida com mais de 20 facadas.

Depois do crime, Raony fugiu em um veículo Classic. Moradores informaram que ele quebrou a cancela do condomínio e fugiu. Já Aline morreu ainda no condomínio.

Em seguida, uma equipe da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) foi acionada e encaminhou o corpo de Aline para o Instituto Médico Legal (IML).

Logo depois, o suspeito foi preso pela Polícia Civil. Ele foi levado à DHPP para ser ouvido pelo delegado. Raony deverá ser indiciado pelo crime de feminicídio.

O universitário era casado com a vítima. O casal tinha um filho de 1 ano e seis meses.

 

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