Segunda-Feira, 07 de Setembro de 2020, 08h:26

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Mãe de Isabele espera que atiradora seja presa e internada

Por: WELLYNGTON SOUZA

A empresária e mãe de Isabele Guimarães, morta com um tiro na cabeça, Patrícia Hellen Guimarães Ramos, pediu a prisão da atiradora. A vítima foi assassinada pela amiga, de 14 anos, no condomínio de luxo Alphaville em Cuiabá, em 12 de julho. Durante entrevista ao Fantástico, da Rede Globo, exibida na noite deste domingo (6), Patrícia ainda pediu que a jovem seja internada.

Divulgação

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"Eu espero que nunca, nunca, nenhuma mãe nesse mundo passe por essa dor que eu estou vivendo hoje. O que eu mais espero é que essa garota seja presa e internada. Eu espero também que o Ministério Público apresente a denúncia e acata o inquérito policial na sua integralidade", disse. Veja na íntegra

O laudo de criminalística realizado pela Diretoria Metropolitana de Criminalística da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) apontou que o tiro que matou Isabele não foi acidental. De acordo com o parecer recebido pelo HiperNotícícias, o disparo aconteceu em uma altura de 1,44 metros do chão com alinhamento horizontal e a uma distância entre 20 e 30 centímetros do rosto da vítima.

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A adolescente, que tem o nome resguardado pelas diretrizes do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), responderá por ato infracional análogo a homicídio doloso. Já o empresário Marcelo Martins Cestari, de 46 anos, pai da jovem que matou Isabele, responderá por quatro crimes. O empresário foi indiciado pelos crimes de posse ilegal de arma de fogo, homicídio culposo por negligência e imprudência, fraude processual e por entregar a arma de fogo para a adolescente.

O namorado da jovem que atirou na cabeça de Isabele também irá responder por ato infracional de porte ilegal de arma de fogo. A conduta do rapaz foi concluída após o fechamento do inquérito da Polícia Civil. Ele poderá cumprir medidas socioeducativas, que pode variar até três anos de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente. Já o pai do adolescente, identificado apenas pelas iniciais G.F.M., será indiciado por omissão de cautela. Ele é o proprietário da arma utilizada para matar a jovem.

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