Terça-Feira, 24 de Junho de 2014, 08h:53

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Travesti é executado na porta da casa de amigo no bairro Tijucal

Por: MAX AGUIAR


Um travesti supostamente usuário de drogas foi assassinado na noite de segunda-feira (23) no bairro Tijucal setor 1, região do Coxipó. A vítima foi baleada quando estava na porta da casa de um amigo, que na ação criminosa também foi atingido.

André Luiz Borges, 23, correu para a casa do amigo quando percebeu que estava sendo perseguido. “Ele foi baleado na porta de minha casa. Eu sai para atender ele que estava gritando, mas chegou um cara atirando. Um tiro matou ele e outro me atingiu de raspão”, disse Ismael Salvador dos Santos, 19, aos policiais.

Marcos Lopes/HiperNotícias

Delegado titular da DHPP acredita que o travesti tenha sido vítima de acerto a mando de traficantes

O crime aconteceu por volta das 22h. ninguém foi detido até o momento. Os policiais do 9º Batalhão que atenderam a ocorrência afirmaram que André era usuário de drogas e estava saindo para começar a fazer programas quando foi baleado.

Quando os policiais chegaram no local do fato, o travesti já estava morto e uma viatura do Samu foi acionada para confirmar o óbito e atender Ismael, que declarou o que viu aos policiais que fizeram rondas pela região do Tijucal, mas não prenderam ninguém.

Para a Delegacia de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP), André devia a boca de fumo e por conta do não pagamento acabou sendo executado. “É um acerto de contas. O modus operandi é o mesmo de sempre. Alguém chega, atira e foge. Ninguém viu nem ouviu nada. Agora vamos investigar”, disse Silas Tadeu Caldeira, titular da DHPP.
Credito: Mayke Toscano/Hipernotícias
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3 Comentários

Alexandre - 26/06/2014

"Gênero feminino"?! O homem que coloca silicone sob seus mamilos e veste roupa feminina também sofre mutação cromossômica? Ele não É do gênero feminino e ponto. Mas se gostaria de ser, é outra argumentação. Quanto a notícia vão dizer que é homofobia. Que a justiça seja feita sobre a vida deste cidadão.

Maria Vogue - 25/06/2014

Gostaria muito humildemente contribuir com essa questão. Existe um manual em que as lutas e as manifestações organizadas pela comunidade LGBT em todos os estados brasileiros sensibilizaram comunicadores e agregam aliados. O movimento quer que a imprensa garanta uma transmissão de informações com maior qualidade e comprometimento com as causas sociais. Portanto, esse Manual de Comunicação LGBT orienta como querem ser tratados e, por isso, utiliza-se o artigo definido “A” para falar da travesti (aquela que possui seios, vestimentas, cabelos e formas femininas). É incorreto usar o artigo masculino, por exemplo, “O” travesti Maria, pois está se referindo a uma pessoa de gênero feminino. Como a cultura é dinâmica, faz-se necessário a mudança por parte dos comunicadores. Até breve. Ah! E como heterossexual, apoio o movimento homossexual. http://www.abglt.org.br/docs/ManualdeComunicacaoLGBT.pdf

Kate - 24/06/2014

O básico: não se diz "o travesti", mas sim A TRAVESTI.

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