O vereador por Cuiabá, Rafael Ranalli (PL), presidente Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da CS Mobi disse que o contrato do estacionamento rotativo é "desvantajoso" pela forma como foram amarrados os 30 anos de concessão. Outro ponto que Ranalli contrapõe é a remuneração gradativa. No primeiro ano, a CS Mobi receberá R$ 654,9 mil por mês pela exploração do serviço. O percentual aumenta anualmente e chega a 100% da arrecadação, o equivalente a R$ 1,9 milhão, do sexto ano até o fim do acordo.
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"É um contrato no mínimo, estranho? Não há como dizer com toda certeza que o fato é antijurídico, mas acho, no mínimo, uma desvantagem", avaliou Ranalli ao HNT nesta quarta-feira (26). "Inventaram o loteamento da cidade no estacionamento. Não que não deva ter estacionamento rotativo, eu sou favorável. Agora, nessas condições, não. Você tinha que ter uma licitação específica do estacionamento rotativo", seguriu o vereador.
A implementação do estacionamento rotativo na Capital é polêmica. A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) Cuiabá manifestou a insatisfação dos comerciantes, alegando que a cobrança desestimulou o comércio de rua, uma vez que os consumidores não querem pagar para deixar o carro em locais sem a garantia de segurança.
A concessionária reagiu e contratou mais funcionários, mas o número ainda não cobre a demanda. No entanto, segundo Ranalli, a CS Mobi tem pressionado o prefeito Abilio Brunini (PL) para ampliar a quantidade de vagas dentro do modelo rotativo com foco na escalada da arrecadação.
"No primeiro ano é R$ 650 mil, mas depois do quinto são quase R$ 2 milhões. Você está entendendo? É um absurdo. Por isso que eu acho que eles estão desesperados em aumentar o número de vagas", disparou Ranalli.
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OITIVAS
A primeira oitiva da CPI será realizada nesta quinta-feira (27), às 15h. O ex-procurador-geral do Município, Benedicto Miguel Calix Filho, responsável por negociar com a CS Mobi prestará esclarecimentos.
A CPI também convocou o fiscal de contrato Clóvis Gonçalves de Oliveira, o Permissionário do Mercado Municipal Miguel Sutil, Sebastião Freitas de Paulo e Delvan Rosa Parreira Júnior que é gestor de Contrato da Secretaria de Agricultura para serem ouvidos.
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