Quarta-Feira, 05 de Agosto de 2020, 19h:50

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Médico diz que viu várias armas em cima de uma mesa na mansão dos Cestari

Por: PEDRO COUTO

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A Polícia Civil segue tentando descobrir o que aconteceu na noite do dia 12 de julho quando Isabele Ramos, 14 anos, morreu com um disparo de arma de fogo no rosto. A adolescente  estava na casa da família Cestari e o disparo, supostamente acidental, teria partido de uma arma que estava com uma das filhas do casal.

A versão de tiro acidental ainda não convenceu a Polícia Civil que segue com depoimentos e diligências para decifrar o que de fato aconteceu na mansão.

Conforme o HNT/Hipernotícias já notíciou um profissional do Samu que foi até a casa no dia da morte contou que viu materiais de manutenção de armas em cima de uma das mesas. Viu também uma mulher guardando estes materiais antes da chegada dos peritos, e apesar de ter sido repreendida, levou os mesmos para local desconhecido.

Hoje (05), a reportagem teve acesso ao depoimento de um outro profissional do Samu, um médico, que esteve na casa. Este, por sua vez, contou aos investigadores que viu várias armas sobre a mesa, além do material de manutenção.

"Ao chegar constatou que haviam várias armas em cima da mesa da sala, mas que o proprietário da casa disse que era atirador esportivo e que todas tinham registro", traz parte do depoimento.

O mesmo profissional conversou com a adolescente que teria feito o disparo por que também não  viu arma, case ou cápsula no local dos fatos. A adolescente disse que após o disparo:"Assustou, correu e guardou o caser com as armas".

Na delegacia, no entanto, a adolescente disse que não se recordava do que aconteceu após o disparo.

O depoimento reforça a tese defendida pela mãe de Isabele, a empresária Patricia Ramos, de que a cena dos fatos pode ter sido adulterada.

"Parece que eles prepararam  um teatro", enfatizou Patricia.

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