Quarta-Feira, 05 de Agosto de 2020, 10h:31

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"Estou à disposição da corregedoria", diz delegado após depoimento de PM

Por: LUIS VINICIUS

O delegado Olímpio da Cunha Fernandes da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) afirmou ao HiperNotícias que está à disposição da Corregedoria da Polícia Civil para responder quaisquer atos da investigação da morte da adolescente Isabele Guimarães Ramos, 14 anos. A jovem foi morta no dia 12 de julho, no condomínio de luxo Alphaville I, no bairro Jardim Itália, em Cuiabá. 

Alan Cosme/HiperNoticias

delegado Olímpio da Cunha

 Delegado Olímpio da Cunha Ferndandes da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP)

Por ser delegado da DHPP, Olímpio foi a autoridade policial que iniciou os trabalhos investigativos na casa da família Cestari e liberou o corpo de Isabele ao Instituto Médico Legal (IML).

O policial foi o responsável pela prisão em flagrante do empresário Marcelo Martins Cestari, 46 anos, pai da adolescente de 14 anos autora do disparo, por porte ilegal de arma de fogo. No entanto, o delegado arbitrou fiança e o homem teve a liberdade provisória concedida, horas após o fato.

Porém, em depoimento no dia 29 de julho, um policial militar, que não teve o nome revelado, e que foi um dos policiais a ir à cena do fato, relatou que viu Olímpio reunido com a família Cestari e com o advogado Rodrigo Pouso que à época, patrocinava a defesa dos investigados.

“Que o depoente se recorda que dado momento, após a chegada da Polícia Civil, o delegado, Dr. Olímpio se reuniu com a família e ser advogado para conversar, aguardando a chegada da Politec”, disse o militar em trecho de depoimento.

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Diante disso, a reportagem procurou Olímpio o qual informou que não se pronunciou até o momento, devido ao caso estar sob sigilo judicial. Além disso, o delegado afirmou que está à disposição da corregedoria para responder sobre qualquer ato da investigação.

“Eu não me manifestei até agora preservando a ética e sigilo das informações. Em que pese haja apelo midiático e sensacionalista no caso, me manterei da mesma forma. Estou à disposição da corregedoria caso deseje me arguir sobre quaisquer atos referentes à investigação”, disse o delegado à reportagem.

“Minha linha é falar mais dentro dos autos. Sou atento do mandamento legal de sigilo das investigações”, disse o delegado voltando a destacar que respeita o sigilo das investigações.

Investigações transferidas

Após Olímpio dar início aos trabalhos investigativos, a morte de Isabele passou a ser investigada pela Delegacia Especializada do Adolescente (DEA) e pela Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Deddica).

De acordo com a Polícia Civil, a DEA apura crimes que são cometidos por adolescentes ou crianças contra pessoas dessa mesma idade. Diante dessa hipótese, a unidade ficará a cargo para apurar a conduta da adolescente, autora do tiro, no crime.

Já a Deddica, que apura crimes cometidos por adultos contra crianças e adolescentes, investigará a conduta de Marcelo na morte de Isabele.

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